As Origens do Merengue, a Dança Popular da Republica Dominicana

O merengue é a dança nacional da republica Dominicana, ela também faz parte da vida dos cidadãos do Haiti. Na verdade há duas origens prováveis para a origem desta dança, alguns dizem que o formato da dança em si, surgiu da necessidade dos escravos terem de arrastar as correntes que eram muito pesadas e com passos curtos enquanto tinham que cortar cana, juntamente com a batida dos tambores.


A segunda historia seria que um grande herói havia sido ferido na perna durante uma das revoluções na replica dominicana, por simpatia e uma maneira de celebrar se todos começaram a arrastar os pés.

Esta é uma dança muito antiga do pais, no Haiti existe uma versão chamada Meringue, não se descarta a possibilidade do nome fazer referencia ao doce feito de açúcar,tendo em vista que ela se originou através dos escravos que trabalhavam na colheita da cana.


Por volta do século XIV o merengue não era popular somente na Republica Dominicana como também em todo caribe e na America do Sul e se tornou uma das danças populares na America Latina.

O merengue é típica dança feita para se divertir e é possível dança-la em pequenos espaços e com muitas pessoas tendo em vista que é uma dança fácil de dançar e que não exige grande habilidade das pessoas que irão executar os passos.

De acordo com os próprios dominicanos em um programa televisivo exibido na TV "SANTO DOMINGO INVITA". O merengue seria uma mistura de duas danças, a dança africana em si e o minueto Frances, isto aconteceu entre o final de 1700 e o inicio de 1800, quando os escravos haviam visto as danças de salão nas festividades da nobreza e começaram a tentar imitar seus patrões executando alguns passos, mas naquele tempo as danças europeias não eram tão divertidas, então os escravos decidiram acrescentar as batidas dos tambores para dar um ritmo especial aquele tipo de dança.

Inicialmente o merengue não era dançado entre casais e sim em um circulo, onde cada homem e cada mulher ficavam de frente um para o outro segurando os braços um do outro, limitados pela largura do mesmo, eles não ficavam muito próximos e o movimento original era balançar os ombros juntamente com o arrastar dos pés, no inicio não se tinha esse balançar dos quadris como no merengue atual, já que se tratava quase de uma dança primitiva.



Acima um video muito divertido do ator Rick Moranis dançando merengue em um filme o qual nao lembro o nome em portugues, mas em ingles seria My Blue Heaven, o filme foi produzido em 1990



Aqui outro video curto de dança de salão mostrando o merengue, este video é de uma escola que fica localizada em um pais chamado Estônia, inclusive ha uns anos atras escrevi um email parabenizando eles sobre a excelente qualidade do video e dos passos, acreditem o responsavel da escola me respondeu e disse que se algum dia fosse para la poderia fazer umas aulas gratis, hahaha é, eu não tenho grana nem pra ir até o uruguay quem dirá para Estônia


Benefícios da dança de salão



Dedico esta postagem especialmente àqueles alunos que, nos últimos dias, vêm me perguntando sobre os benefícios da dança de salão enquanto atividade física.
Segue abaixo o link de uma reportagem que me pareceu interessante. Confiram!

http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=841

O período "cabaretero"


Com o florescimento dos cabarés na década de 1920, a temática passou a ser o próprio ambiente cabaretero, local de luxo, com clientes de alto nível. O baile, ali, era público, com serviço de bar e orquestra, freqüentado por homens ricos com suas amantes e prostitutas de luxo, bebia-se champanha e se ouviam tangos...



Neste período o piano passou a integrar as orquestras tangueiras, conferindo ao gênero maior status e respeitabilidade, o tango adquiriu maior riqueza melódica e sonora e a temática enveredou por caminhos sentimentais e inofensivos, incluindo, ainda, imagens bucólicas de cenas nos pampas, de modo a agradar à oligarquia rural, freqüentadora regular do cabaré.




"Una mitica de puñales"


Dentre os típicos personagens do arrabal, destaca-se a oposição entre o guapo ou compadre no papel de mocinhos/heróis, bem como o compadrito, o compadrón e o malevo como mal-feitores ou bandidos.
cuchillero
A partir da segunda metade do século XIX, surgiu o guapo ou compadre, como presença forte e influente do subúrbio. Temido e invejado, estava preso a um código moral que lhe exigia valentia e "macheza". Não podia fugir a uma luta, sob pena de desonra. Também deveria lutar até a morte, caso alguém cobiçasse sua mulher. A polícia preferia evitar confrontos com ele. Caso sobrevivesse a muitos embates, chegada a velhice, tornava-se um patriarca e recebia o tratamento de Don. Então, passava o comando para um sucessor que, de acordo com as normas, deveria respeitá-lo.
O compadrito, por sua vez, era desprezado, apesar de ser temido, principalmente pelas mulheres, que subjugava à força. Procurava imitar o compadre, mas faltavam-lhe a conduta, a força de liderança e a honra que pontuavam a conduta daquele. Era fanfarrão, inventava façanhas, provocava brigas, puxava o punhal por qualquer motivo, mas fugia ao primeiro sinal de resistência. Vivia cercado de aduladores, ainda mais desprezíveis.

compadrito
Imitador do compadrito, o compadrón era um covarde travestido de valente. Contador de bravatas e traidor, ganhava a vida como guarda-costas dos compadres, delator de polícia, porteiro de bordel ou gerente de casas de jogo clandestino.
Como último na escala do desprezo social, estava o malevo, trapaceiro e desleal, delinqüente ou assassino de aluguel. Forte com os fracos e as mulheres, era o terror do cortiço e o primeiro a fugir com a chegada da polícia.
É neste decór que Jorge Luis Borges ambienta seu conto "El hombre de la esquina rosada", em cujo fundo, quase podemos ouvir um tanguito ...

Confira o texto:
El hombre de la Esquina Rosada


Surgem as variedades temáticas e formais

 Concomitantemente ao período de aceitação do tango na sociedade portenha, constituíram-se novas variedades formais e temáticas do mesmo. Os temas passaram a refletir a vida simples no arrabalde, cantando o bairro, as mazelas dos cortiços, os amores juvenis, a garota ambiciosa que cai na vida, o vestido de percal, símbolo de pobreza, a rua, a lua, o farolito, o pátio, a janela e a sacada da amada, o bandônion e o realejo. Seus personagens são malevos, compadres, compadritos, minas e taitas, com suas broncas e entreveros.

"Cotorrita de la suerte" de Sigfredo Pastor

 Também surgiu o tango campestre, que trazia temas de cunho rural, retratando a situação do gaúcho, cuja identidade, nesta época, era híbrida. Forçado a viver nos arredores da cidade, já não era mais um gaucho, mas também não se sentia um paisano. Gostava do ócio, desdenhava o trabalho fixo, remunerado, os horários urbanos. Sentia-se meio pária, meio imigrante em sua própria terra.


  Do tango arrabalero, cuja melodia foi influenciada pela música internacional, principalmente francesa, surgiram duas outras correntes: o tango romântico e o tango para cantar, posteriormente conhecido como tango-canção, que passou a apresentar argumento, ou seja, início, meio e fim, transformando-se em uma crônica popular e melódica, testemunha da vida cotidiana.


 
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