É HOJE

Pessoal, é hoje que começam as aulas em Campo Bom na Escola de Dança Maria Bailarina!!!!!

Horário: 20:00h

Onde?

Rua Cairú, 88 sala 3

Apareçam!

Lembrando que dia 17 de março tem prática de baile das 20:00 à 00:00 no mesmo local.

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Primeira Prática do Ano!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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A magia do baile


...supera mesmo a natureza dos seres…
 Assista à animação e comete!

Miren, que lindo!

Há alguns dias meu irmão enviou o vídeo que segue. "Mira, que lindo", dizia. Pus-me imediatamente a assistir e... "Pô, mano!", pensei... O caso é que, no princípio, tive uma pontinha de decepção. Tocava La Cumparsita, era cantada, a letra estava em italiano e bastante diferente da original. No cenário, uma patinadora e uma cadeira, sobre a qual repousava uma camisa masculina. Tudo evocava o clichê, mas, confiante no senso estético de meu irmão, segui em frente...
Não me arrependi! Logo pude perceber que a recorrente imagem da cadeira no mundo tanguero assume, na cena, nova função, a do partner, cuja ausência é já de início anunciada, a julgar pelos movimentos enérgicos e a expressão desafiadora com que a moça lança a camisa para a platéia. Hm... cheiro de intriga no ar... 
Bem, o caso é que é com a cadeira que nossa heroína passa a interagir. Em sua companhia ela deslisa, rodopia e constrói as evoluções pela pista, ora contado com sua sustentação,ora parecendo dela se independizar ou mesmo desprezar, o que nos remete sempre à figura do partner ausente, constituindo uma dupla que,segundo dita o lugar-comum do imaginário tanguero, mantém uma relação baseada em laços de amor de ódio. Afinal, é isso que todos esperam de uma pareja bailando tango: que se amem loucamente, mas que seja um amor bandido, avassalador, de preferência o pobre sobrevivente de uma relação frustrada, uma que deixa cicatrizes impossíveis de se ignorar,e que, assim,  as personages deste drama não consigam sacar adelante, de preferência que sigam pela eternidade se maldizendo...É isso que todos esperamos, não?
Pois todo este arrebatamento encontramos na patinadora-tanguera, em seus gestos por vezes enégicos, por vezes lânguidos, na expressão que oscila entre a nostalgia, a galhardia e o rancor.
O final, no entando, contra todos os prognósticos, me parece feliz. Adesso tu, non sei piú qui... segue a canção, à medida em que nossa protagonista parece fazer as pazes com o destino. Seus movimentos tornam-se mais harmoniosos e atingem o ápice,as manobras tornam-se mais elaboradas e, pouco a pouco, vislumbra-se uma nova figura. A imagem da mulher atormentada pela lembrança e presa ao passado que a cadeira personifica paulatinamente dá lugar a outra, plena, dona de si e, literalemnte, deita e rola sobre o passado,levando-nos a pensar sobre novas possibilidades de desfecho, da mesma forma como aquilo que parcecia mais uma interpretação rasa e caricata do tango, revelou-se uma supreendente e interessante leitura do universo que ele nos propõe.
Gracias, hermanito, pelo lindo regalo que me enviaste da distância. A todos nossos queridos leitores, aconselho, "miren, que lindo!", e, se possível, curtam e comentem!

Olha que tri esse “tango”

 
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