Miren, que lindo!

Há alguns dias meu irmão enviou o vídeo que segue. "Mira, que lindo", dizia. Pus-me imediatamente a assistir e... "Pô, mano!", pensei... O caso é que, no princípio, tive uma pontinha de decepção. Tocava La Cumparsita, era cantada, a letra estava em italiano e bastante diferente da original. No cenário, uma patinadora e uma cadeira, sobre a qual repousava uma camisa masculina. Tudo evocava o clichê, mas, confiante no senso estético de meu irmão, segui em frente...
Não me arrependi! Logo pude perceber que a recorrente imagem da cadeira no mundo tanguero assume, na cena, nova função, a do partner, cuja ausência é já de início anunciada, a julgar pelos movimentos enérgicos e a expressão desafiadora com que a moça lança a camisa para a platéia. Hm... cheiro de intriga no ar... 
Bem, o caso é que é com a cadeira que nossa heroína passa a interagir. Em sua companhia ela deslisa, rodopia e constrói as evoluções pela pista, ora contado com sua sustentação,ora parecendo dela se independizar ou mesmo desprezar, o que nos remete sempre à figura do partner ausente, constituindo uma dupla que,segundo dita o lugar-comum do imaginário tanguero, mantém uma relação baseada em laços de amor de ódio. Afinal, é isso que todos esperam de uma pareja bailando tango: que se amem loucamente, mas que seja um amor bandido, avassalador, de preferência o pobre sobrevivente de uma relação frustrada, uma que deixa cicatrizes impossíveis de se ignorar,e que, assim,  as personages deste drama não consigam sacar adelante, de preferência que sigam pela eternidade se maldizendo...É isso que todos esperamos, não?
Pois todo este arrebatamento encontramos na patinadora-tanguera, em seus gestos por vezes enégicos, por vezes lânguidos, na expressão que oscila entre a nostalgia, a galhardia e o rancor.
O final, no entando, contra todos os prognósticos, me parece feliz. Adesso tu, non sei piú qui... segue a canção, à medida em que nossa protagonista parece fazer as pazes com o destino. Seus movimentos tornam-se mais harmoniosos e atingem o ápice,as manobras tornam-se mais elaboradas e, pouco a pouco, vislumbra-se uma nova figura. A imagem da mulher atormentada pela lembrança e presa ao passado que a cadeira personifica paulatinamente dá lugar a outra, plena, dona de si e, literalemnte, deita e rola sobre o passado,levando-nos a pensar sobre novas possibilidades de desfecho, da mesma forma como aquilo que parcecia mais uma interpretação rasa e caricata do tango, revelou-se uma supreendente e interessante leitura do universo que ele nos propõe.
Gracias, hermanito, pelo lindo regalo que me enviaste da distância. A todos nossos queridos leitores, aconselho, "miren, que lindo!", e, se possível, curtam e comentem!

Olha que tri esse “tango”

Fotinho da turma de quinta em fevereiro

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Novo Blog

Ano novo, blog novo!

Pessoal, vale a pena dar uma “olhadinha” no novo blog. Ta cheio de “coisinha nova”.

Abração

Alexandre e Ana Karina by Pampa y Frontera

Segunda foto da turma de terça feira de pagode e sertanejo

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Esse pessoal gostou mesmo de tirar foto, essa já é a seguda!!!!

 
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