Estamos falando de um som rico e com letras, que retratam o cotidiano e falam um pouco mais da nossa sociedade, bem ou mal, no final da década de 50 tínhamos samba com influencia do jazz e da bossa nova, era um Brasil sedento por cultura e por manifestações sociais, na década de 60 o samba já era apreciado pela classe mais alta e tínhamos o reconhecimento internacional.
Com o surgimento de musicos como Cartola, Zé Keti e Paulinho da viola, os brasileiros viram o samba do morro se revolucionar e junto com ele sugiram os protestos contra a sociedade reprimida na epoca e acreditem, todo mundo gostava de samba, a UNE, (União Nacional dos Estudantes) teve um movimento para ajudar a revitalizar o samba chamado "Movimento de Revitalização do Samba de Raiz".
Depois disso vieram, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Bezerra da Silva (sempre com suas letras engraçadas que retratavam o cotidiano e a situação que vivia), Clara Nunes e Beth Carvalho, a verdade é que naquela epoca, as pessoas tinham opinião própria pensavam e se expressavam atraves da musica, mas acredito que o icone ainda seria Noel Rosa foi com ele que tudo começou, é acho que nesse momento o sentimento de saudosismo ja tomou conta deste post, mas acreditem não sou tão velho assim, nasci em 83, mas gosto gosto do samba e da bossa nova.
Pelo Telefone - Chico Buarque, Donga
Esse estilo de musica foi o unico que se manteve firme e forte em toda ditadura militar, as pessoas falavam que a policia não chegava nos morros e por isto o samba conseguiu manter toda sua originalidade, hoje temos novas promessas como Maria Rita e Diogo Nogueira e não é que muita gente diz que eles são o renascimento da epoca de ouro do samba, acredito que sem duvida Maria Rita herdou o talento da mae e Diogo Nogueira ja tem isto no sangue.
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